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Como a Pis Cofins Incide Sobre Receita Financeira das Empresas

A incidência da Pis Cofins sobre receita financeira impacta diretamente o caixa das empresas, elevando custos e exigindo atenção tributária.

A PIS (Programa de Integração Social) e a COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) incidem sobre diversas receitas das empresas, incluindo, em determinadas situações, a receita financeira. Porém, a incidência dessas contribuições sobre a receita financeira varia conforme o regime de tributação adotado pela empresa (Lucro Real, Lucro Presumido ou Simples Nacional) e a natureza dos rendimentos financeiros obtidos.

Este artigo detalhará como a PIS e a COFINS incidem especificamente sobre a receita financeira das empresas, destacando quais tipos de receitas financeiras são tributáveis, as diferenças entre os regimes de apuração e os fundamentos legais que regulam essa tributação. Além disso, será apresentado um guia com exemplos práticos, tabelas de alíquotas e dicas para o correto enquadramento das receitas e cumprimento das obrigações fiscais relacionadas.

1. O que é receita financeira?

A receita financeira compreende os ganhos obtidos pela empresa a partir de operações financeiras, como:

  • Juros ativos sobre aplicações financeiras;
  • Descontos obtidos;
  • Recebimentos de multas e encargos;
  • Ganhos com variação cambial e monetária;
  • Dividendos recebidos, em algumas situações específicas;
  • Outros rendimentos financeiros.

2. Como PIS e COFINS incidem sobre receita financeira

Para empresas tributadas pelo regime não cumulativo (geralmente pelo Lucro Real), a apuração da PIS e COFINS é feita com as alíquotas de:

  • PIS: 1,65%
  • COFINS: 7,6%

Já para empresas no regime cumulativo (Lucro Presumido), as alíquotas são:

  • PIS: 0,65%
  • COFINS: 3%

Nesse cenário, a receita financeira geralmente está sujeita à tributação, exceto quando expressamente excluída pela legislação ou isenta.

2.1. Regime Não Cumulativo

De acordo com a legislação vigente, receitas financeiras provenientes de juros e variações monetárias normalmente integram a base de cálculo da PIS e da COFINS no regime não cumulativo, salvo hipóteses específicas de exclusão previstas em lei, como, por exemplo, receitas financeiras decorrentes de aplicação de tributos recolhidos.

2.2. Regime Cumulativo

No regime cumulativo, a incidência é mais ampla, e praticamente todas as receitas financeiras são tributáveis, salvo exceções legais, o que pode aumentar a carga tributária sobre os rendimentos financeiros da empresa.

3. Situações em que a receita financeira pode ser excluída da base de cálculo

Existem algumas situações específicas em que a receita financeira não compõe a base de cálculo da PIS e COFINS:

  • Receitas financeiras decorrentes da recuperação de crédito tributário já tributado;
  • Lucros e dividendos recebidos de outras empresas, que normalmente são isentos de PIS e COFINS;
  • Receitas financeiras relacionadas a operações específicas, conforme orientação da Receita Federal;
  • Receitas financeiras relativas a valores de multas e juros de mora, que podem ser tratadas de forma diferenciada.

4. Exemplo Prático

Suponha que uma empresa tributada pelo Lucro Real (regime não cumulativo) tenha recebido R$ 100.000,00 em receitas financeiras de juros sobre aplicações bancárias.

  • PIS devido: 100.000 x 1,65% = R$ 1.650,00
  • COFINS devido: 100.000 x 7,6% = R$ 7.600,00

Assim, nesse exemplo, R$ 9.250,00 serão recolhidos ao fisco sobre a receita financeira conforme a legislação vigente.

5. Dicas para o correto enquadramento da receita financeira

  • Classifique corretamente cada tipo de receita financeira para evitar recolhimento indevido ou omissão;
  • Analise o regime tributário adotado pela empresa para aplicar a alíquota correta;
  • Verifique legislações e orientações da Receita Federal para exclusões e isenções;
  • Utilize sistemas contábeis e fiscais capazes de separar receitas operacionais e financeiras;
  • Consulte um contador ou especialista tributário para casos complexos ou dúvidas específicas.

Entenda as Alíquotas e Cálculo da Pis Cofins em Receitas Financeiras

Para dominar a PIS e COFINS aplicadas sobre as receitas financeiras, é fundamental compreender as alíquotas vigentes e a metodologia correta de cálculo. Esses tributos, que compõem uma parcela relevante da carga tributária das empresas, incidem sobre diversas fontes de receita, incluindo juros, variações cambiais e ganhos de aplicações financeiras.

Quais são as alíquotas aplicadas?

As alíquotas do PIS e da COFINS podem variar conforme o regime tributário adotado pela empresa:

  • Regime cumulativo: PIS de 0,65% e COFINS de 3%
  • Regime não cumulativo: PIS de 1,65% e COFINS de 7,6%

Essas alíquotas são aplicadas diretamente sobre as receitas auferidas, inclusive sobre as receitas financeiras, salvo exceções legais.

Como é feito o cálculo na prática?

Vamos considerar uma empresa que auferiu R$ 100.000,00 em receitas financeiras no mês. No regime não cumulativo, o PIS e COFINS serão calculados da seguinte forma:

TributoAlíquotaBase de Cálculo (R$)Valor do Tributo (R$)
PIS1,65%100.000,001.650,00
COFINS7,6%100.000,007.600,00

Portanto, o total de PIS e COFINS sobre essa receita financeira será de R$ 9.250,00.

Observações importantes sobre a base de cálculo

  • A receita financeira considerada inclui juros ativos, descontos obtidos, e ganhos líquidos em aplicações financeiras.
  • Entretanto, rendimentos de investimentos financeiros isentos e eventuais receitas financeiras decorrentes de operações específicas podem ter tratamento tributário diferenciado.

Exemplo prático de cálculo em operações de câmbio

Suponha que uma empresa realize uma operação de câmbio e registre um ganho cambial de R$ 50.000 em determinado período. Ainda que não seja receita operacional, esse ganho integra a base para PIS/COFINS, sendo assim:

  • PIS: 1,65% de R$ 50.000 = R$ 825,00
  • COFINS: 7,6% de R$ 50.000 = R$ 3.800,00

Total dos tributos: R$ 4.625,00.

Dicas para a apuração correta

  1. Identifique todas as fontes de receita financeira: juros, variações cambiais, descontos financeiros, entre outros;
  2. Verifique o regime tributário da empresa para aplicar as alíquotas corretas;
  3. Considere as exclusões legais da base de cálculo para evitar pagamento indevido;
  4. Use sistemas contábeis integrados para apurar as receitas financeiras com precisão e facilitar o cálculo do PIS e COFINS.

Vale salientar que erros na apuração podem resultar em autuações fiscais e multas altas, reforçando a importância de um controle rigoroso e detalhado.

Perguntas Frequentes

O que é PIS e COFINS?

São contribuições sociais que incidem sobre o faturamento das empresas para financiar a seguridade social.

A receita financeira é tributada pelo PIS e COFINS?

Sim, em geral a receita financeira também é sujeita à incidência do PIS e COFINS, salvo algumas exceções previstas em lei.

Quais receitas financeiras são tributáveis?

Juros sobre aplicações financeiras, descontos financeiros, variações cambiais ativas e similares geralmente são consideradas receitas financeiras tributáveis.

Existe diferença de alíquota para receita financeira?

Sim, dependendo do regime tributário e da base de cálculo, as alíquotas podem variar para receitas financeiras.

Como as empresas podem se preparar para esses tributos?

É importante manter um controle rigoroso das receitas financeiras e consultar a legislação vigente para correto cálculo e recolhimento.

Pontos-Chave sobre a Incidência do PIS/COFINS sobre Receita Financeira

  • PIS/COFINS são tributos federais sobre o faturamento, incluindo receitas financeiras.
  • Receita financeira abrange juros, descontos, variações cambiais e outras receitas similares.
  • Regimes de tributação podem ser cumulativo ou não cumulativo, afetando alíquotas e créditos.
  • No regime cumulativo, a alíquota do PIS é 0,65% e COFINS é 3%, sem direito a créditos.
  • No regime não cumulativo, PIS é 1,65% e COFINS é 7,6%, com possibilidade de créditos tributários.
  • Algumas receitas financeiras podem ser isentas ou não tributáveis dependendo da atividade e legislação.
  • Empresas no lucro real devem analisar detalhadamente as receitas financeiras para aproveitamento de créditos.
  • O correto enquadramento contábil e fiscal evita autuações e multas nas apurações desses tributos.
  • Consultoria jurídica e contábil especializada é recomendada para evitar riscos fiscais.

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